O QUE DESPERTAS?
“De sorte que
transportavam os enfermos para as ruas e os punham em leitos e em camilhas
para que ao menos a sombra de Pedro, quando este passasse, cobrisse alguns
deles.” - (ATOS, cap. 5, vs. 15.)
O conquistador de glórias sanguinolentas espalha terror e
ruínas por onde passa. O político astucioso semeia a desconfiança e a
dúvida. O juiz parcial acorda o medo destrutivo. O revoltado espalha
nuvens de veneno sutil. O maledicente injeta disposições malignas nos
ouvintes, provocando o verbo desvairado. O caluniador estende fios de
treva na senda que trilha. O preguiçoso adormece as energias daqueles
que encontra, inoculando-lhes fluidos entorpecentes. O mentiroso deixa
perturbação e insegurança, ao redor dos próprios passos. O galhofeiro,
com a simples presença, inspira e encoraja histórias
hilariantes.
Todos nós, através dos pensamentos,
das palavras e dos atos, criamos atmosfera particular, que nos identifica
aos olhos alheios.
A sombra de Simão Pedro, que
aceitara o Cristo e a Ele se consagrara, era disputada pelos sofredores e
doentes que encontravam nela esperança e alivio, reconforto e
alegria.
Examina os assuntos e as atitudes
que a tua presença desperta nos outros. Com atenção, descobrirás a
qualidade de tua sombra e, se te encontras interessado em aquisição de
valores iluminativos com Jesus, será fácil descobrires as próprias
deficiências e corrigi-las.
EMMANUEL
(Do livro "Pão Nosso", 172,
FCXavier, edição FEB)
DESFAZENDO SOMBRAS
Estendamos a sementeira de luz,
através da dedicação ao trabalho com o Cristo, a fim de que a ignorância
seja dissipada nos caminhos humanos.
Todo egoísmo não é senão
inferioridade e primitivismo da alma que nos cabe suprimir com os recursos
da educação.
Por toda parte, encontramos egoísmo na inteligência
que se retrai nas furnas do comodismo, receando a luta sacrificial pela
vitória do bem; egoísmo na fortuna amoedada a concentrar-se nas mãos dos
argentários que fogem à evolução; egoísmo nos que dirigem, apaixonados
pela volúpia do poder; egoísmo nos que obedecem, recolhidos ao espinheiral
da revolta, de onde prejudicam a ordem e a organização; egoísmo nos mais
experientes que se entrincheiram na intolerância e egoísmo nos mais jovens
que tudo requisitam do mundo para a entronização do
prazer.
Entretanto, semelhante desequilíbrio não nasce senão da
ignorância que arroja sobre a consciência dos homens a noite da
cegueira.
Aprendamos a conhecer-nos na condição de usufrutuários
das possibilidades da vida onde quer que nos achemos; saibamos receber o
tempo e a existência por empréstimos do Pai Celestial, de que prestaremos
contas; ofereçamo-nos ao conhecimento superior; impregnemos o coração no
entendimento fraterno, como quem sabe que somos uma só família no círculo
da Humanidade; e, buscando no próximo, um irmão de nosso próprio destino,
segundo os padrões de Jesus, nele identificaremos a nossa melhor
oportunidade de serviço, já que simbolicamente o próximo pode ser o degrau
de nossa ascensão espiritual.
Nessa altura de nossas experiências,
a luz da compreensão se nos entranhará no espírito, e, então, extinto o
nevoeiro da ignorância em torno de nossos próprios passos, o egoísmo
cederá lugar ao amor, o amor com que nos movimentaremos na construção de
um mundo mais elevado e mais feliz.
EMMANUEL (Do Livro “Abrigo”,
Francisco Cândido Xavier)
Arte, Formatação e
Imagem (Victorian Roses): - Lori
Loop musical: Enya
em "Athair"
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